Em um Podcast esclarecedor, os fisioterapeutas Carol Otano e Fábio Ribeiro, especialistas em desenvolvimento infantil, compartilharam insights valiosos sobre desafios comuns enfrentados por pais e crianças. Abordando desde assimetrias cranianas e cólicas até atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, os profissionais enfatizaram a importância do diagnóstico e intervenção precoces, além de um cuidado integrado para garantir o pleno potencial dos pequenos.
👶 Assimetrias Cranianas: Cuidado e Prevenção com a Osteopatia
Fábio Ribeiro, osteopata e especialista em assimetrias cranianas, explicou que essas condições, como a braquicefalia (achatamento posterior) e a plagiocefalia (diferença entre os lados do crânio), são bastante comuns e geralmente causadas por torcicolo ou posições preferenciais do bebê ao dormir.
"É fundamental a gente ter uma intervenção para que esse crânio cresça de forma correta e esse bebê possa ter o desenvolvimento funcional", destacou Fábio.
A medição da assimetria é crucial para determinar a necessidade de tratamento, que pode incluir a osteopatia pediátrica ou, em casos mais graves, o uso de órtese craniana (capacete). A detecção precoce e o engajamento dos pais são apontados como chaves para o sucesso do tratamento, proporcionando um crescimento saudável do crânio e evitando complicações futuras.
🍼 Cólicas em Bebês: Alívio e Conforto para Toda a Família
As cólicas em bebês são, segundo Fábio, uma das principais queixas em seu consultório. Sintomas como choro excessivo (mais de 3 horas por dia), irritabilidade, sono ruim e dificuldade para eliminar gases ou evacuar são indicativos da condição. O tratamento osteopático busca restaurar a função dos sistemas do bebê, avaliando desde a amamentação até o intestino e o quadril.
"A gente entra nesse processo de acolhimento e de ensiná-lo a tocar o bebê para que seja uma forma de comunicação", explicou Fábio, ressaltando a importância de orientar os pais sobre massagens e a interpretação do choro, transformando o toque em uma experiência positiva. A abordagem é multidisciplinar, envolvendo pediatras, fonoaudiólogos e consultores de amamentação.
🚶♀️ Atrasos no Desenvolvimento: O Poder do Conceito Neuroevolutivo Bobath e Pediasuit
Carol Otano, fisioterapeuta neuroevolutiva, dedica-se a crianças com atraso no desenvolvimento, incluindo prematuros, pós-cirúrgicos ou com lesões no sistema nervoso central. Sua principal ferramenta é o Conceito Neuroevolutivo Bobath, uma abordagem que visa entender a evolução do indivíduo típico para promover o desenvolvimento em crianças atípicas.
"A gente não treina o movimento, mas a gente trabalha os componentes que permitem esse movimento", detalhou Carol, explicando que o Bobath foca no posicionamento da cintura escapular, ativação do tronco e transferência de peso, em vez de simplesmente "treinar" a criança a sentar ou andar.
Ela também utiliza recursos como o Pediasuit, uma gaiola com elásticos que auxilia na estabilização e manuseio da criança, liberando as mãos do terapeuta para outras intervenções. Para crianças com problemas respiratórios, o Reequilíbrio Tóraco Abdominal (RTA) é empregado para liberar os músculos respiratórios e melhorar a complacência pulmonar.
A fisioterapeuta também esclareceu que, enquanto a fisioterapia convencional pode focar em treinar a queixa direta, o Bobath trabalha para que a criança adquira o movimento de forma autônoma. Crianças com autismo também podem se beneficiar da fisioterapia, frequentemente associada à Integração Sensorial, para questões de coordenação motora e hipotonia.
🤝 Abordagem Multidisciplinar e Informação: Chaves para o Sucesso
Ambos os especialistas concordam que o acolhimento familiar e a informação clara são essenciais para que os pais possam tomar decisões conscientes sobre o tratamento de seus filhos. A colaboração entre diferentes profissionais, como pediatras, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, é crucial para o bem-estar da criança.
"O objetivo principal é levar informação para as famílias, para que elas possam fazer escolhas e buscar o que é de direito delas", finalizou Carol.
Nem toda queixa exige intervenção imediata, e o monitoramento pode ser suficiente em alguns casos. Contudo, a prevenção de deformidades e a manutenção das habilidades existentes são ganhos significativos, especialmente para crianças com necessidades especiais.
Para saber mais sobre o desenvolvimento infantil e as opções de tratamento, procure profissionais especializados em fisioterapia pediátrica, osteopatia e neuroreabilitação.
Assista abaixo o episódio completo do Podcast PVA Entrevista com Fábio Ribeiro e Carol Ottano.

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