Em um caso que chocou a cidade de Cuiabá, Iris Divino de Freitas, de 40 anos, confessou na madrugada desta sexta-feira o assassinato de sua esposa, Enil Marques Barbosa, de 59 anos. O crime, que ocorreu em circunstâncias perturbadoras no Distrito de Nossa Senhora da Guia, veio à tona após o corpo de Enil ser encontrado enterrado no quintal de sua própria casa.
Durante seu depoimento à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Iris tentou justificar suas ações culpando o temperamento da vítima. Ele afirmou que Enil frequentemente apresentava crises de ciúmes e que as discussões eram constantes no relacionamento. Na noite do crime, Iris relatou que havia consumido álcool após o trabalho, o que contribuiu para a escalada da tensão entre o casal.
Iris detalhou que a discussão começou quando Enil o confrontou por não ter chegado em casa no horário habitual. Segundo ele, a vítima ligou para seu patrão ao perceber sua ausência, o que a deixou ainda mais irritada. A briga se intensificou quando Enil o encontrou em um estabelecimento e começou a xingá-lo e rasgar suas roupas. Iris afirmou que, em um momento de desespero, empurrou Enil após ela morder seu braço, resultando em sua queda e subsequente batida de cabeça no chão.
Após perceber que Enil não se movia, Iris tomou a decisão macabra de enterrá-la no quintal. Ele amarrou suas mãos e pés, cavou um buraco e colocou o corpo dentro, cobrindo-o com folhas e entulhos antes de atear fogo. A perícia técnica indicou que Enil pode ter sido enterrada viva, pois foram encontradas queimaduras nos braços, sugerindo que ela tentou escapar.
A descoberta do corpo e a confissão de Iris trouxeram à tona a brutalidade do crime, gerando comoção e revolta na comunidade local. Iris foi preso em flagrante e agora enfrenta acusações de homicídio qualificado por feminicídio e ocultação de cadáver. O caso destaca mais uma vez a necessidade urgente de abordar a violência doméstica e proteger as vítimas de relacionamentos abusivos.

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