O professor Carlos de Souza Pedrosa, conhecido carinhosamente como "Carlinhos", foi encontrado morto dentro de um freezer abandonado em uma área rural de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, na última segunda-feira (26/8). A vítima, que tinha 58 anos e estava aposentada há cerca de dois anos, dedicou sua carreira ao ensino em diversas escolas do município desde 1999.
Natural do distrito de Pirapanema, em Muriaé (MG), Carlos formou-se em pedagogia em 1994. Vagner Constatino, secretário de educação de Tangará da Serra e colega de longa data, descreveu Carlos como uma pessoa alegre e muito querida. “Ele adorava ensinar, especialmente para os alunos dos 3° e 4° anos. Era um professor brincalhão e se relacionava bem com todos”, afirmou Vagner.
Apesar de sua paixão pela educação, amigos relataram que Carlos enfrentava problemas com o álcool, o que afetou sua saúde nos últimos tempos. “Ele sempre teve um bom relacionamento com todos, mas o consumo excessivo de bebidas trouxe sérios problemas para ele”, explicou Vagner.
Circunstâncias da Morte
Carlos morava sozinho e oferecia abrigo temporário a dois jovens de 19 anos, agora suspeitos de seu assassinato. Um deles foi preso sob a acusação de homicídio e ocultação de cadáver, enquanto o outro permanece foragido. Os jovens, sustentados financeiramente por Carlos, usavam a residência como ponto de consumo de drogas.
De acordo com investigações, Carlos tinha planos de vender seus bens e deixar a cidade, o que gerou inquietação entre os jovens. Motivados pelo medo de perder o abrigo e por desentendimentos relacionados ao uso de substâncias, a dupla atacou Carlos com golpes de faca. No mesmo dia, foram vistos utilizando cartões de crédito da vítima, levando à prisão de um deles.
Andamento das Investigações
Após a prisão, os jovens foram ouvidos na delegacia e liberados, mas a polícia continuou as investigações. Durante as buscas, móveis pertencentes ao professor foram encontrados na casa de uma tia de um dos suspeitos. O jovem foi localizado e confessou o crime, indicando o local onde o corpo estava escondido.
A Polícia Civil já identificou o segundo suspeito, que continua foragido. A Perícia Técnica e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para realizar os exames de necrópsia no corpo de Carlos, que chocou a comunidade educacional local.

Comentários: