O Brasil ultrapassou a marca de 6,5 milhões de casos prováveis de dengue em 2024, de acordo com um boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. Embora a taxa de incidência da doença tenha diminuído nos últimos meses, foram confirmadas 5.244 mortes causadas pelo vírus desde janeiro, e há outras 1.985 mortes em investigação, o que pode elevar ainda mais o número de óbitos.
Até o momento, o recorde de casos registrados no Brasil havia sido em 2015, com 1,6 milhão de infecções. O ano com maior número de mortes era 2023, com 1.094 óbitos. O país, assim como outras regiões da América Latina, enfrenta neste ano a pior epidemia de dengue já registrada, o que está sendo atribuído ao fenômeno climático El Niño. O aumento das temperaturas e das chuvas em diversas regiões agravou o cenário da doença.
Mesmo com a chegada do inverno e da estação seca em algumas áreas, o Ministério da Saúde aponta que a taxa de incidência atual no Brasil é de 3.201,4 casos para cada 100 mil habitantes.
Estudos internacionais publicados na revista *Nature Communications* indicam que, até 2039, 97% dos municípios brasileiros poderão ser afetados pela dengue, cenário semelhante ao do México, onde a previsão é de 81% dos municípios impactados pela doença.
A gravidade da epidemia acende um alerta sobre a necessidade de medidas contínuas de prevenção e combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti, principalmente em regiões onde as condições climáticas são mais favoráveis à sua proliferação.

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